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Cinco dicas para cuidar do seu minhocário no verão...

Verão é a estação que muita gente adora. Afinal, é sinônimo de sol, calor, praia, férias, etc. É uma delícia para quem espera viajar e, mesmo para quem vai trabalhar a estação toda (meu caso), o acordar com um sol maravilhoso é uma motivação extra.

Mas esse calor todo não é muito bom para nossos bichinhos, e pior ainda para as minhocas. Embora a produtividade do minhocário fique em alta, o equilíbrio dos fatores é fundamental para garantir a saúde do minhocário. Assim, veja as dicas abaixo do que fazer para manter seu minhocário em plena atividade e sem problemas:

1. Não deixe o minhocário em local com incidência direta do sol. Prefira um local à sombra para que não haja um excessivo aquecimento do ambiente.

2. Embora o calor ajude na evaporação de líquidos, não deixe a composteira onde possa haver água sobre ela. Como já comentado aqui, o excesso de água deixa o composto úmido e sem aeração, isto é, se torna como um lamaçal e as minhocas morrem afogadas.

3. Como você tem usado o chorume? Como ocorre maior evaporação nessa época, é importante retirar o chorume semanalmente. O excesso de evaporação também deixa o composto muito úmido e dificulta a compostagem. A umidade dos alimentos inseridos no minhocário já é suficiente para manter o composto com a umidade correta.

4. Cubra bem os alimentos com a serragem. Isso ajuda a controlar o excesso de mosquinhas na composteira. O ideal é não deixar brechas por onde elas possam passar. Você pode usar também algumas gotas de óleo de citronela dissolvida em água. Coloque num recipiente com spray e aplique sobre o composto e na tampa. Isso também espanta as mosquinhas é não faz mal para as minhocas. Atenção para as cascas de banana. Elas naturalmente tem essas mosquinhas e, por isso, precisam ser muito bem cobertas.

5. Coloque o mínimo possível de alimentos cozidos. Como está calor, a decomposição desses itens é mais rápida e pode dar mal cheiro. Se a sua casa gera muitos resíduos de alimentos cozidos, veja aqui algumas dicas para agir sobre o problema.

Lembre-se de lavar as caixas de composto sempre que separar o húmus. Lave também a caixa do chorume. Isso diminui o problema com as mosquinhas e evita o aparecimento de outros bichos.

Image: dan / FreeDigitalPhotos.net

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Como fazer um minhocário com pouco dinheiro

Muitas pessoas que gostariam de fazer compostagem em casa reclamam (com razão) dos preços dos kits disponíveis para venda. Afinal, os produtos que encontramos no mercado são feitos com caixas tipo contêiner da melhor qualidade. Isto é, não apresentam defeitos e duram muito, muito mesmo! Mas isso tem um custo, e nem todas as pessoas estão disposta a pagar, embora queiram tomar conta do próprio lixo.

Por isso, para ajudar essas pessoas, seguem três idéias de minhocário que podem ser feitos com um custo relativamente baixo. Para completar, basta comprar algumas minhocas em casas de pesca ou húmus de boa qualidade.

Minhocário usando caixas em polionda

As caixas de polionda são uma boa opção para orçamentos restritos. É possível encontrar modelos a partir de R$ 10,00 em papelarias e lojas de artigos para escritórios. Da mesma forma que as caixas dos modelos comuns (veja o artivo Minhocário doméstico – versão 2.0) duas caixas são furadas no fundo. O detalhe desse tipo de caixa é que a tampa da de baixo apoia a caixa de cima. Assim, os furos da caixa de cima precisam corresponder às aberturas da caixa de baixo. Para facilitar e garantir um maior suporte para a caixa de cima depois de cheia, o ideal é que se corte a tampa da caixa de baixo em quatro quadrados, como uma janela sem vidros. Os buracos (com cerca de 5mm) da caixa de cima precisam corresponder às aberturas da caixa de baixo. A tampa de cima recebe alguns furinhos pequenos para ajudar na aeração. Nesse modelo é imprescindível que a última caixa seja vedada. O ideal é usar essas massas plásticas automotivas nos quatro cantos da caixa. Como a caixa de polionda é aberta nas laterais, sem a vedação o chorume vai acabar vazando.

Minhocário usando gaveteiro de chão

Outra opção barata é usar um gaveteiro de chão escuro (como o da imagem) seguindo o mesmo sistema das três caixas. O modelo é prático e fácil de manusear. Basta furar as duas primeiras caixas com uma broca de 5mm (um furo a cada três centímetros) deixando uma borda de três centímetros em toda a volta. De forma opcional, pode-se colocar uma torneirinha na última caixa para coleta do chorume. Mas cuidado ao furar! Esse tipo de plástico costuma quebrar com facilidade. Apoie o fundo num pedaço de madeira antes de furar.

Minhocário em gaveteiro de mesa

Pouco espaço disponível? Fazer um minhocário em gaveteiro de mesa pode ser a solução. O ideal é que o material seja em cor escura. Mas se isso não for possível, pinte as caixas por fora usando um esmalte a base de água (atenção: não precisa pintar o fundo). Agora basta seguir o mesmo processo do modelo de chão, só que sem a torneirinha. Siga o mesmo cuidado ao furar.

Gostou das idéias? Então, mãos à obra! Para calcular a quantidade de minhocas que vai precisar veja o artigo Com quantas minhocas eu começo?. Para saber como manejar o minhocário veja o artigo Principais dúvidas sobre manejo do minhocário.

Se tiver dúvida para fazer o cálculo das minhocas, ou mesmo do dimensionamento do minhocário, escreva no espaço para comentários. Respondo o mais breve possível.

 

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Cuidados com a composteira no inverno

Nessa época onde as temperaturas caem, nossas composteiras perdem um pouco de sua produtividade. Isso porque, diferente dos mamíferos, as minhocas são animais que regulam sua temperatura interna de acordo com o meio. Isso significa que, quando a temperatura cai, o metabolismo das minhocas também diminui. Isso se reflete tanto na produtividade do húmus quanto na capacidade de reprodução das meninas.

Assim, é importante adotar alguns cuidados para minimizar essa queda na produtividade:

  1. Caso o minhocário esteja em local com grande passagem de ar, o ideal é reposicioná-lo de forma a não sofrer com ventos diretamente nas caixas. Isso evita que as caixas fiquem extremamente frias.
  2. Observe se existe alguma fonte de entrada de água externa à composteira. No inverno diminui a evaporação da água. Por isso, quanto menos infiltração existir, melhor.
  3. Retire o chorume com maior freqüência. A composteira fica mais úmida no inverno. Por isso precisamos evitar um grande acúmulo de água. Também é interessante aumentar a quantidade de serragem ou folhas secas para manter os resíduos mais secos.
  4. Embora o calor excessivo faça mal às minhocas, se tiver disponibilidade pode colocar o minhocário para tomar o sol da manhã (bem fraquinho!). Isso vai ajudar a controlar a umidade. Mas lembre-se que o objetivo não é cozinhar as bichinhas!

E não se esqueça de lavar as caixas de compostagem sempre que usar o húmus. Use apenas um sabão neutro ou de côco. Essa higienização ajuda a evitar vários problemas com mosquinhas e outros bichos.

Atenção: se estiver com problemas de bichinhos no minhocário, indico um inseticida natural e não tóxico que resolve o problema: o Repel Neem da Preservamundi.

 

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O que fazer compostagem nos ensina

Aprendemos mais observando como a vida se move à nossa volta do que em bancos de escola. Isso fica cada vez mais claro com o passar dos anos. Por isso, comecei a pensar sobre o que podemos aprender observando a prática da compostagem doméstica. Mas não só em relação à redução de desperdícios e reciclagem. Refiro-me à sabedoria de vida que está oculta nesse processo tão orgânico. Assim, cheguei a alguns pontos:

  1. Tudo tem seu tempo. Precisamos conhecer a natureza de cada resíduo e o tempo que necessita para ser compostado para que o processo seja feito dentro do tempo mais adequado. Mesmo assim, não podemos atropelar esse processo, uma vez que ele é realizado segundo os ciclos naturais. Ou seja, de acordo com as regras estabelecidas pela Natureza. Assim, aprendemos que é possível realizar qualquer coisa, desde que respeitemos os ciclos.
  2. Não existe lixo. O que seria algo sem uso para alguns se torna o começo do processo de compostagem. Isso nos ensina que nada se perde, mesmo uma idéia que possa parecer absurda a alguns. Tudo o que existe hoje começou com um pensamento diferente do que acontecia em sua época. Afinal, as grandes invenções que usamos hoje evoluíram a partir de alguma idéia “absurda”.
  3. Tudo que existe tem um propósito. Muita gente tem nojo de minhocas, mas elas são uma verdadeira benção da criação para tornar nosso solo um campo adequado para se plantar e colher. Assim, quando nos perguntamos sobre a existência de coisas que não compreendemos, como certas culturas humanas, alguns tipos de plantas, ou até algumas pessoas, lembremo-nos que existe uma boa razão para isso. Não temos condições de observar todos os aspectos das situações e, por isso, não somos capazes de avaliar todas as questões para encontrar a melhor solução. Somente a Deus isso é possível.
  4. Desperdício é uma opção. Quando aprendemos a reciclar e compostar nossos resíduos, fica claro que o desperdício existe quando nos propomos a criá-lo. Se buscarmos soluções para reduzir a geração de lixo, nós as encontraremos. Da mesma forma que encontramos desculpas para justificar alimentos que estragam na geladeira, tempo desperdiçado com atividades pouco produtivas, excesso de trabalho mundano e conversas aleatórias.
  5. Muitas coisas são previsíveis. Quando colocamos resíduos crus intercalados com serragem ou folhas secas, sabemos que o resultado será um bom húmus de minhoca. Mas se colocamos laticínios, carnes ou muito alimento cozido, teremos que lidar com vários bichinhos desagradáveis, como larvas, baratas e até ratos. E isso funciona sempre da mesma forma para qualquer pessoa. Assim, muitas situações que se repetem em nossa sociedade são casos de repetições de padrões que não funcionam. Mas por que continuamos a fazer as coisas mesmo sabendo que elas não funcionam? E lá vêm as respostas de sempre: “isso sempre foi assim”, “o que posso fazer? Sou apenas uma pessoa”, “é nadar contra a maré”, entre outras. Querendo admitir ou não, muitos de nós preferimos a segurança das massas às críticas pela diferença. Mas é na diferença de mentalidade que repousa a esperança para o futuro.

Por agora, essas são as lições que fazer compostagem doméstica já me ensinou. Mas essas lições não se encontram apenas na compostagem. Todos os dias vivenciamos situações que ajudam a aprofundar nossa percepção sobre a vida. Basta mantermos a mente aberta e atenta.

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Perguntas Freqüentes sobre Compostagem Doméstica

Dizem que, quanto mais aprendemos, mais temos certeza que pouco sabemos. Nessa mesma linha, quanto mais praticamos alguma coisa, mais e mais dúvidas aparecem. Pensando nisso,  consolidei no formato perguntas e respostas as principais dúvidas sobre o manejo do minhocário. Acredito que a grande maioria das situações estejam aqui. Mas caso a sua dúvida não esteja, coloque-a no campo de comentários.

Cabe ressaltar que fazer compostagem não é uma ciência exata. O tempo para compostar, bem como o resultado do processo dependem de vários fatores como os tipos de resíduos, a espécie de minhoca usada, o tamanho das caixas e o local usado para instalar o minhocário. Assim, é natural que algumas pessoas tenham resultados um pouco diferentes dos informados abaixo, sem que isso prejudique o benefício do húmus para as plantas. O que vale é fazer e observar os resultados!

1. Espécies de minhocas: diferenças básicas

vermelha-da-califórnia, também conhecida como californiana ou minhoca-do-colarinho-branco, é uma espécie originária do Norte da Europa. Apresenta um comprimento médio quando adulta entre 7 e 13 cm, com um diâmetro máximo de 3 a 5 mm. Sua cor é vermelho amarronzada com listras amareladas entre os anéis.

gigante-africana é originária do oeste e norte da África, apresentando a cor vermelha amarronzada e reflete as cores do arco-íris no dorso. É significativamente maior do que a vermelha-da-califórnia, chegando a 20 cm de comprimento e 9 mm de diâmetro quando adulta.

Para produção de húmus, a espécie mais indicada é a vermelha-da-califórnia. Ela se adapta bem a regiões tanto de clima temperado como tropical, permitindo a produção de húmus o ano todo.

Já a gigante-africana, embora também seja indicada para produção de húmus, só apresenta boa produtividade nas estações quentes. Por isso, é mais indicada para produção de iscas.

Assim, as duas espécies são indicadas para compostagem doméstica. Se o objetivo for apenas a produção caseira de húmus, a melhor espécie é a vermelha-da-california.

2. Com quantas minhocas eu começo?

Segundo literatura especializada, a quantidade ideal de minhocas para se iniciar uma criação são 1.000 minhocas por metro quadrado.

Mas é preciso considerar que essa quantidade está indicada para minhocários em valas ou montes, com resíduos ou estercos previamente compostados. Além disso, minhocários domésticos não são previamente cheios, e sim recebem os resíduos orgânicos na medida em que são gerados em casa. Por essas razões, a quantidade de minhocas para um minhocário doméstico precisa ser um pouco menor.

Dimensionando a quantidade recomendada para um minhocário doméstico com duas caixas de 45cm x 35cm x 20cm (aproximadamente 0,16 m2), o número para começar não deve ser superior a 120 minhocas adultas, lembrando que é preciso colocar cerca de dois dedos de húmus na caixa antes de colocar as minhocas. Em dois meses a população deverá dobrar e, em quatro, já será capaz de produzir.

Cabe ressaltar que o manejo de minhocários domésticos que processam resíduos orgânicos é diferente de minhocários industriais que processam substratos previamente compostados. Enquanto o primeiro vai recebendo os resíduos na medida em que são gerados, o segundo insere as minhocas em substrato totalmente favorável ao processamento.

Por isso, atentar para alguns procedimentos é fundamental:

    • Quando a primeira caixa fica cheia é preciso move-la para o meio. Isso permite os resíduos sejam totalmente compostados e processados pelas minhocas.
    • Com uma população quadruplicada, o húmus estará pronto para separação em 4-6 semanas.
    • Para fazer a separação, use uma peneira grossa número quatro.
    • A separação não é obrigatória. Com os resíduos compostados, a maior parte das minhocas já estará trabalhando na outra caixa. Assim, é possível aplicar o composto diretamente.

Atenção: use o húmus em até seis meses após a coleta. Acima deste período o húmus passa a perder nutrientes.

3. Quanto tempo demora para começar a produzir húmus?

O prazo varia de acordo com a quantidade de resíduos utilizada e o clima. No calor, o tempo médio é de 25-30 dias. Já no inverno chega a 45 dias. Por isso é importante atentar para as dicas dos itens 14 e 19.

Aguarde encher a caixa de cima até a metade, passe-a para baixo e aguarde o prazo. Faça o mesmo com a outra caixa. Quando for usar a caixa 1 novamente, a quantidades de minhocas já será suficiente para compostar a caixa cheia.

Dica: para reconhecer se o húmus está pronto, basta checar se ainda existem resíduos a serem compostados.

4. Qual a taxa de reprodução das minhocas?

Num ambiente de umidade e temperatura ideais, a quantidade inicial de minhocas dobra a cada dois meses.

5. Preciso revirar os restos de alimentos no minhocário periodicamente?

Não.As próprias minhocas são responsáveis por isso. O único cuidado é evitar que os resíduos fiquem muito compactados ou úmidos. Se perceber isso, então é bom afofear o conteúdo. Mas faça com bastante cuidado para não machucar as minhocas.

6. Qual a função da torneira no minhocário?

A torneirinha é fixada na caixa de baixo para facilitar a coleta do chorume. De outra forma seria preciso desmontar todo o minhocário para fazer a coleta.

7. Por que colocar serragem, folhas secas ou jornal toda vez que colocar alimentos?

Manter os restos de alimentos cobertos é importante para evitar cheiros e bichinhos indesejáveis.

8. O que posso colocar no minhocário?

Podem ser colocados para compostar frutas, legumes, verduras, grãos e sementes, saquinhos de chá, erva de chimarrão, borra de café e de cevada (com filtro), sobras de alimentos cozidos ou estragados (sem exageros) e cascas de ovos, palhas, folhas secas, serragem, gravetos, palitos de fósforo e dentais, podas de jardim, papel toalha, guardanapos de papel, papel de pão, papelão, embalagem de pizza e papel jornal (sem cor).

9. Posso usar qualquer resto de alimento no minhocário?

Nem todos os tipos de restos podem ser jogados. Não devem ser colocados no minhocário carnes de qualquer espécie, casca de limão, laticínios, óleos, gorduras, papel higiênico usado, fezes de animais domésticos, excesso de frutas cítricas (laranja, mexerica, abacaxi, etc), excesso de sal (sobras de comida), alho e cebola.

10. Posso usar esterco de bovinos, caprinos, suínos e galináceos no minhocário?

Pode. Só tome cuidado com a quantidade. Como o esterco vai compostar e aumentar a temperatura do minhocário, uma grande quantidade de esterco por tornar o ambiente muito quente para as minhocas.

O ideal é colocar o esterco após ser curtido durante 90 dias protegido da luz e da água da chuva. Nesse estado ele já não elevará a temperatura do minhocário.

11. Posso colocar fezes de animais domésticos?

Não é indicado. A compostagem é lenta e o chorume gerado precisa ser corretamente destinado para que não haja contaminações com organismos patogênicos.

Isso vale também para o papel higiênico usado.

12. Posso colocar restos de animais no minhocário?

Não recomendo. Restos animais são complicados de manejar pois demoram muito para compostar, gerando mau cheiro e podendo atrair roedores.

11. Posso usar no minhocário a grama ou poda do jardim?

Pode.

13. Posso colocar restos de alimentos cozidos?

Pode, desde que em pequenas quantidades, como em sobras de refeições. Se colocar muito alimento cozido pode aumentar a quantidade de sal no minhocário, que vai prejudicar as minhocas.

14. Qual o melhor local para posicionar meu minhocário?

O ambiente ideal precisa ser arejado e sem incidência direta de luz solar. Muito calor pode causar fuga de minhocas. No inverno é ideal avaliar se o local tem incidência de ventos, o que vai reduzir ainda mais a temperatura do minhocário.

As minhocas regulam sua temperatura corporal pelo ambiente e são mais ativa no calor.

15. Preciso molhar meu minhocário?

Não pois a água dos alimentos já faz isso.

16. Como saber se a umidade dentro do minhocário está adequada?

Pegue um pouco de composto e aperte na mão. Se saírem algumas gotas de água, a umidade está ideal. Se houver pouca água, uma solução é umedecer o composto. Já se houver muita água, deixe o minhocário sem tampa até que o excesso de água evapore.

17. Qual a freqüencia para coleta do chorume?

Faça coleta uma vez por semana. Deixar acumular chorume na última caixa pode ocasionar afogamento de minhocas, que geram um odor bastante desagradável.

18. Como posso usar o chorume?

O chorume é um biofertilizante muito eficiente. Basta diluir na proporção de 1 para 10 de água e aplicar nas plantas.

19. Como dimensiono o tamanho das caixas do minhocário?

O tamanho das caixas a serem usadas depende de quanto resíduo você gera. Para saber esse volume, deixe na pia um recipiente com tampa que tenha de 3 a 5 litros. Marque o dia que começou a encher e avalie quanto tempo levou para que o recipiente ficasse completo. Divida o volume do mesmo pelos dias que levou e você terá sua média / dia. Multiplique o resultado por 45 e você terá o volume que precisa para as duas caixas de cima. A última pode ser menor, desde que permita um bom encaixe.

Observação: considero 45 ideal pois é o número de dias que o composto pode levar para ficar pronto no inverno. Lembre-se que quanto mais quente, mais rápido é o processo, mas o minhocário não deve ter incidência direta de sol. Proteger dos ventos e da chuva já minimiza a interferência do tempo.

 

Créditos pela imagem: daqui

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