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Vídeos sobre como fazer compostagem

Várias são as formas de fazer compostagem. Em caixas, tambores, baldes, com minhocas, e sem minhocas. O importante é que nos responsabilizemos pelo nosso lixo, dando a ele um destino muito mais nobre  que o lixão.

Assim, curta os vídeos abaixo que ensinam diferentes técnicas para se fazer compostagem. Todas elas funcionam muito bem, bastando tomar alguns cuidados comuns a todos os métodos.

Se tiver dúvidas sobre qualquer uma das técnicas, use o campo para comentários.

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Perguntas Freqüentes sobre Compostagem Doméstica

Dizem que, quanto mais aprendemos, mais temos certeza que pouco sabemos. Nessa mesma linha, quanto mais praticamos alguma coisa, mais e mais dúvidas aparecem. Pensando nisso,  consolidei no formato perguntas e respostas as principais dúvidas sobre o manejo do minhocário. Acredito que a grande maioria das situações estejam aqui. Mas caso a sua dúvida não esteja, coloque-a no campo de comentários.

Cabe ressaltar que fazer compostagem não é uma ciência exata. O tempo para compostar, bem como o resultado do processo dependem de vários fatores como os tipos de resíduos, a espécie de minhoca usada, o tamanho das caixas e o local usado para instalar o minhocário. Assim, é natural que algumas pessoas tenham resultados um pouco diferentes dos informados abaixo, sem que isso prejudique o benefício do húmus para as plantas. O que vale é fazer e observar os resultados!

1. Espécies de minhocas: diferenças básicas

vermelha-da-califórnia, também conhecida como californiana ou minhoca-do-colarinho-branco, é uma espécie originária do Norte da Europa. Apresenta um comprimento médio quando adulta entre 7 e 13 cm, com um diâmetro máximo de 3 a 5 mm. Sua cor é vermelho amarronzada com listras amareladas entre os anéis.

gigante-africana é originária do oeste e norte da África, apresentando a cor vermelha amarronzada e reflete as cores do arco-íris no dorso. É significativamente maior do que a vermelha-da-califórnia, chegando a 20 cm de comprimento e 9 mm de diâmetro quando adulta.

Para produção de húmus, a espécie mais indicada é a vermelha-da-califórnia. Ela se adapta bem a regiões tanto de clima temperado como tropical, permitindo a produção de húmus o ano todo.

Já a gigante-africana, embora também seja indicada para produção de húmus, só apresenta boa produtividade nas estações quentes. Por isso, é mais indicada para produção de iscas.

Assim, as duas espécies são indicadas para compostagem doméstica. Se o objetivo for apenas a produção caseira de húmus, a melhor espécie é a vermelha-da-california.

2. Com quantas minhocas eu começo?

Segundo literatura especializada, a quantidade ideal de minhocas para se iniciar uma criação são 1.000 minhocas por metro quadrado.

Mas é preciso considerar que essa quantidade está indicada para minhocários em valas ou montes, com resíduos ou estercos previamente compostados. Além disso, minhocários domésticos não são previamente cheios, e sim recebem os resíduos orgânicos na medida em que são gerados em casa. Por essas razões, a quantidade de minhocas para um minhocário doméstico precisa ser um pouco menor.

Dimensionando a quantidade recomendada para um minhocário doméstico com duas caixas de 45cm x 35cm x 20cm (aproximadamente 0,16 m2), o número para começar não deve ser superior a 120 minhocas adultas, lembrando que é preciso colocar cerca de dois dedos de húmus na caixa antes de colocar as minhocas. Em dois meses a população deverá dobrar e, em quatro, já será capaz de produzir.

Cabe ressaltar que o manejo de minhocários domésticos que processam resíduos orgânicos é diferente de minhocários industriais que processam substratos previamente compostados. Enquanto o primeiro vai recebendo os resíduos na medida em que são gerados, o segundo insere as minhocas em substrato totalmente favorável ao processamento.

Por isso, atentar para alguns procedimentos é fundamental:

    • Quando a primeira caixa fica cheia é preciso move-la para o meio. Isso permite os resíduos sejam totalmente compostados e processados pelas minhocas.
    • Com uma população quadruplicada, o húmus estará pronto para separação em 4-6 semanas.
    • Para fazer a separação, use uma peneira grossa número quatro.
    • A separação não é obrigatória. Com os resíduos compostados, a maior parte das minhocas já estará trabalhando na outra caixa. Assim, é possível aplicar o composto diretamente.

Atenção: use o húmus em até seis meses após a coleta. Acima deste período o húmus passa a perder nutrientes.

3. Quanto tempo demora para começar a produzir húmus?

O prazo varia de acordo com a quantidade de resíduos utilizada e o clima. No calor, o tempo médio é de 25-30 dias. Já no inverno chega a 45 dias. Por isso é importante atentar para as dicas dos itens 14 e 19.

Aguarde encher a caixa de cima até a metade, passe-a para baixo e aguarde o prazo. Faça o mesmo com a outra caixa. Quando for usar a caixa 1 novamente, a quantidades de minhocas já será suficiente para compostar a caixa cheia.

Dica: para reconhecer se o húmus está pronto, basta checar se ainda existem resíduos a serem compostados.

4. Qual a taxa de reprodução das minhocas?

Num ambiente de umidade e temperatura ideais, a quantidade inicial de minhocas dobra a cada dois meses.

5. Preciso revirar os restos de alimentos no minhocário periodicamente?

Não.As próprias minhocas são responsáveis por isso. O único cuidado é evitar que os resíduos fiquem muito compactados ou úmidos. Se perceber isso, então é bom afofear o conteúdo. Mas faça com bastante cuidado para não machucar as minhocas.

6. Qual a função da torneira no minhocário?

A torneirinha é fixada na caixa de baixo para facilitar a coleta do chorume. De outra forma seria preciso desmontar todo o minhocário para fazer a coleta.

7. Por que colocar serragem, folhas secas ou jornal toda vez que colocar alimentos?

Manter os restos de alimentos cobertos é importante para evitar cheiros e bichinhos indesejáveis.

8. O que posso colocar no minhocário?

Podem ser colocados para compostar frutas, legumes, verduras, grãos e sementes, saquinhos de chá, erva de chimarrão, borra de café e de cevada (com filtro), sobras de alimentos cozidos ou estragados (sem exageros) e cascas de ovos, palhas, folhas secas, serragem, gravetos, palitos de fósforo e dentais, podas de jardim, papel toalha, guardanapos de papel, papel de pão, papelão, embalagem de pizza e papel jornal (sem cor).

9. Posso usar qualquer resto de alimento no minhocário?

Nem todos os tipos de restos podem ser jogados. Não devem ser colocados no minhocário carnes de qualquer espécie, casca de limão, laticínios, óleos, gorduras, papel higiênico usado, fezes de animais domésticos, excesso de frutas cítricas (laranja, mexerica, abacaxi, etc), excesso de sal (sobras de comida), alho e cebola.

10. Posso usar esterco de bovinos, caprinos, suínos e galináceos no minhocário?

Pode. Só tome cuidado com a quantidade. Como o esterco vai compostar e aumentar a temperatura do minhocário, uma grande quantidade de esterco por tornar o ambiente muito quente para as minhocas.

O ideal é colocar o esterco após ser curtido durante 90 dias protegido da luz e da água da chuva. Nesse estado ele já não elevará a temperatura do minhocário.

11. Posso colocar fezes de animais domésticos?

Não é indicado. A compostagem é lenta e o chorume gerado precisa ser corretamente destinado para que não haja contaminações com organismos patogênicos.

Isso vale também para o papel higiênico usado.

12. Posso colocar restos de animais no minhocário?

Não recomendo. Restos animais são complicados de manejar pois demoram muito para compostar, gerando mau cheiro e podendo atrair roedores.

11. Posso usar no minhocário a grama ou poda do jardim?

Pode.

13. Posso colocar restos de alimentos cozidos?

Pode, desde que em pequenas quantidades, como em sobras de refeições. Se colocar muito alimento cozido pode aumentar a quantidade de sal no minhocário, que vai prejudicar as minhocas.

14. Qual o melhor local para posicionar meu minhocário?

O ambiente ideal precisa ser arejado e sem incidência direta de luz solar. Muito calor pode causar fuga de minhocas. No inverno é ideal avaliar se o local tem incidência de ventos, o que vai reduzir ainda mais a temperatura do minhocário.

As minhocas regulam sua temperatura corporal pelo ambiente e são mais ativa no calor.

15. Preciso molhar meu minhocário?

Não pois a água dos alimentos já faz isso.

16. Como saber se a umidade dentro do minhocário está adequada?

Pegue um pouco de composto e aperte na mão. Se saírem algumas gotas de água, a umidade está ideal. Se houver pouca água, uma solução é umedecer o composto. Já se houver muita água, deixe o minhocário sem tampa até que o excesso de água evapore.

17. Qual a freqüencia para coleta do chorume?

Faça coleta uma vez por semana. Deixar acumular chorume na última caixa pode ocasionar afogamento de minhocas, que geram um odor bastante desagradável.

18. Como posso usar o chorume?

O chorume é um biofertilizante muito eficiente. Basta diluir na proporção de 1 para 10 de água e aplicar nas plantas.

19. Como dimensiono o tamanho das caixas do minhocário?

O tamanho das caixas a serem usadas depende de quanto resíduo você gera. Para saber esse volume, deixe na pia um recipiente com tampa que tenha de 3 a 5 litros. Marque o dia que começou a encher e avalie quanto tempo levou para que o recipiente ficasse completo. Divida o volume do mesmo pelos dias que levou e você terá sua média / dia. Multiplique o resultado por 45 e você terá o volume que precisa para as duas caixas de cima. A última pode ser menor, desde que permita um bom encaixe.

Observação: considero 45 ideal pois é o número de dias que o composto pode levar para ficar pronto no inverno. Lembre-se que quanto mais quente, mais rápido é o processo, mas o minhocário não deve ter incidência direta de sol. Proteger dos ventos e da chuva já minimiza a interferência do tempo.

 

Créditos pela imagem: daqui

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Como usar o húmus de minhoca – aplicação e medidas...

A leitora Morgana apresentou a seguinte questão que talvez seja a dúvida de outras pessoas:

Pelo que li o húmus nem sempre pode ser usado diretamente na horta,isso é verdade?
Algumas vezes apenas como cobertura e as vezes misturado com terra, você tem algumas tabelas para este uso? – Morgana

Não conheço restrições para o uso do húmus diretamente na horta. O que existem são diferenças no manejo desse adubo, de acordo com o tipo de plantio. Assim, segue abaixo uma relação com o tipo de cultivo e como fazer uso do húmus.

  • Plantas de interior, samambaias e outras – no plantio usar 150 g por vaso e na manutenção aplicar como cobertura 4 vezes ao ano, aumentando 30% todo o ano.
  • Roseiras e arbustos – no plantio usar 200g por cova ou 500g por m2 de canteiro e também cobrir durante todo o plantio.
  • Gramados em geral – no plantio usar 500g por m2 na preparação, misturando com a terra. Na manutenção, cobrir com 300g por m2 no fim da primavera.
  • Frutas de clima temperado – no plantio usar de 400-600g por cova. Na manutenção, usar 1-2 kg por ano, aumentando 30% a cada ano.
  • Citros – no plantio usar 300-500g por cova e, na manutenção, 1-1,5kg por pé, aumentando 30% a cada ano.
  • Hortaliças de folhas e legumes – no plantio usar 100 g por cova ou 600g por m2 de canteiro. Manter coberto com húmus durante todo o plantio (200g por metro linear).
  • Milho verde – no plantio usar de 300-400g por cova, mantendo coberto durante todo o cultivo.
  • Abóbora, melão, melancia e pepino – no plantio usar 300g por cova, mantendo coberto durante todo o cultivo.
  • Feijão – usar 0,5-1,0kg por m2 no plantio, misturado à terra.

Referências:

Minhocultura e produção de húmus na agricultura familiar

Créditos pela foto: daqui (cc by)

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O que pode e o que não pode colocar no minhocário...

Muitos leitores ainda têm dúvidas sobre o que pode e o que não pode ser usado na compostagem doméstica. Para esclarecer essas dúvidas, relaciono abaixo os principais tipos de resíduos que podem e que não podem ser usados.

Restos de alimentos

Resíduos de alimentos como restos de verduras, cascas e talos são uma excelente fonte de nitrogênio. Quase todos esses tipos de resíduos podem ser usados na composteira, com exceção apenas para cascas de limão, excesso de frutas frutas cítricas (laranja, tangerina, abacaxi), além de cascas e restos de cebola e alho. A razão é que esses resíduos modificam o PH do minhocário e prejudicam tanto as minhocas quanto a qualidade do composto.

Esterco

Um dos resíduos mais básicos usados na compostagem é o esterco de animais. Depois de curtidos, esses resíduos são de excelente qualidade para usar na compostagem. Mas, enquanto o esterco de bovinos, suínos, galináceos e outros são ótimos, as fezes de animais domésticos não devem ser usados.

Agora você pode estar se perguntando: mas não é tudo esterco? A resposta é: depende. Diferentemente dos animais ditos “do campo”, os animais domésticos recebem uma alimentação mais semelhante à humana. A quantidade de patógenos existentes nas fezes desses animais é muito grande, além de serem resistentes às condições ambientais. Apesar de ser possível compostar esses resíduos, o processo deve ser diferente da compostagem realizada pelo minhocário. Em breve falarei mais sobre o assunto.

Podas, grama e folhas

Outros resíduos que podem ser usados são restos de poda de árvores e grama, além de folhas. Nesse caso, os materiais podem ser usados frescos ou secos. O que diferencia esse uso é a busca pelo equilíbrio da relação Carbono / Nitrogênio.

Todos os resíduos frescos possuem alta concentração de nitrogênio. Por isso, o equilíbrio ideal para a compostagem é usar 70% de resíduos ricos em carbono e apenas 30% de resíduos ricos em nitrogênio. O uso de materiais secos como serragem ou folhas, além de evitar o aparecimento de animais indesejados, ajuda nesse equilíbrio.

Assim, no caso dos restos de poda, cortes de grama e folhas, pode ser interessante ter um compartimento onde esses resíduos possam secar antes de serem usados. Isso é bom também no aspecto custo pois, caso não tenhamos onde conseguir serragem de graça, os restos secos são ótimos substitutos.

Alimentos processados

Os alimentos processados (cozidos ou assados) podem ser usados para compostagem, desde que em pequenas quantidades. Um dos motivos dessa restrição é evitar o acúmulo de sal, condimentos e conservantes químicos no minhocário, que fazem mal às minhocas.

Outra razão é que alimentos cozidos são muito atrativos para animais, domésticos ou não, o que pode resultar em surpresas desagradáveis. Assim, o ideal é misturar esse tipo de resíduos em pequenas quantidades, cobrindo muito bem com serragem.

Carnes, gorduras e laticínios

Não devem ser colocados para compostagem. Além de apresentarem uma decomposição extremamente lenta, a possibilidade de atrair animais indesejáveis é muito grande.

Borra de café

Além de ser uma excelente complementação nutricional para as minhocas, a borra de café também inibe o aparecimento de formigas. Basta espalhar a borra por cima dos resíduos antes de colocar o material seco. Se usar filtro de papel, basta coloca-lo junto com a serragem para que também seja compostado.

Esta é a relação geral dos resíduos que podem ou não ser usados no minhocário. Caso você tenha dúvidas sobre outros resíduos, use o campo de comentários abaixo para esclarecê-las.

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Falando um pouco sobre compostagem e vermicomposta...

A compostagem de resíduos orgânicos é um processo de decomposição realizada por microorganismos onde ocorre a oxidação e oxigenação da matéria orgânica, podendo variar de uns poucos dias para várias semanas, de acordo com as condições ambientais.

Esse processo costuma ser feito em leiras, montes ou tambores, com manejo periódico no qual o composto deve ser revirado e molhado sempre que atingir uma temperatura próximo a 60°. Para se medir essa temperatura usa-se uma barra de ferro no meio do composto. Quando não for mais possível segurar sua ponta confortavelmente com as mãos, está na hora de revirar a pilha, passando o conteúdo de fora para dentro e umidificando a 50%.

O composto é considerado pronto quando não houver mais percepção de aquecimento. Só então pode ser usado como adubo ou direcionado para alimentação do minhocário. A vantagem desse uso é enriquecer o composto com hormônios e outras substâncias de crescimento que ajudam a fornecer às plantas uma nutrição equilibrada e maior resistência a doenças.

Por isso, os dois processos se completam. Com a compostagem, o material orgânico fica facilmente disponível para processamento pelas minhocas. E com a vermicompostagem o composto é enriquecido e mais facilmente absorvido pelas plantas.

Mas, no caso da compostagem doméstica, isso não precisa ser adotado como regra. A compostagem dos resíduos diretamente no minhocário gera um adubo de tão boa qualidade quanto nos casos dos resíduos compostados. A diferença está na produtividade de cada processo.

Se o objetivo for vender húmus de minhoca, o ideal é fazer a compostagem dos resíduos antes de usar no minhocário. Assim é possível encher a caixa com o composto, colocar as minhocas e marcar os 25-30 dias para o húmus estar pronto.

Mas se o uso do húmus for residencial, usar apenas o minhocário atende bem à necessidade. Apenas no caso de haver esterco disponível a compostagem deve ser realizada antes da vermicompostagem. O objetivo é estabilizar os resíduos em sua forma, acidez e temperatura, já que o processo realizado pelos microorganismos torna o ambiente quente demais para as minhocas.

Cabe ressaltar que uma das grandes importâncias da compostagem doméstica ou urbana é a diversidade de resíduos. O composto obtido é mais nutritivo do que o produzido por esterco e palha, apresentando maior concentração de nitrogênio e fósforo.

Assim, tanto a compostagem quanto a vermicompostagem podem ser usadas para o processamento dos resíduos domésticos. Mas, com o nosso dia-a-dia corrido, o melhor é optar pela simplicidade do minhocário, cujo manejo requer menos tempo e dedicação.

Créditos pela foto: daqui

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