Evolução, trabalho e miopia

Elaine Costa | 26 de agosto de 2009 | 0 Comments

A evolução das civilizações sempre esteve ligada à busca por significados. Desde que adquiriu a percepção de si mesmo, o homem busca por resposta às perguntas: porque estamos aqui, de onde viemos e para onde vamos. Em busca dessas repostas, ele aprendeu a viver em sociedade, a trabalhar para sobreviver, a plantar e colher, a cozer e vestir.

No início, de forma equilibrada, o trabalho buscava atender às necessidades da família e da comunidade em que se vivia. Depois, o trabalhador passou a alimentar a luxúria e cobiça de monarquias e clero. Em seguida, o trabalho foi usado para fortalecer comerciantes e déspotas. Logo após, o trabalhador foi inserido nas estruturas hierárquicas e oprimido pela força das grandes organizações. O que virá depois?

Analisando nossa história, podemos perceber que a sociedade ainda está dividida em castas, das quais a base da pirâmide é mantida excluída, à margem, com a única obrigação de bancar os feudos políticos.Todos concordam que a fome é um problema a ser erradicado, que a igualdade social deve ser promovida, que o trabalho deve ser motivo de alegria e que devemos aprender a consumir com parcimônia. No entanto, o que vemos é um desperdício de alimentos sem tamanho, o aumento da violência, o crescimento dos casos de depressão e o endividamento familiar.

Mas porque, diante de tantas situações que exigiriam atenção, as organizações continuam preocupadas somente com seus próprios lucros? E porque, mesmo quando criam programas de responsabilidade social, as organizações visam seu único e exclusivo benefício? Fazer doações e trabalhos sociais, quando os funcionários estão insatisfeitos, sobrecarregados e com medo de serem demitidos é o mesmo que passar em primeiro lugar na FUVEST num país onde grande parte da população é semi-analfabeta. Falta alinhamento.

Continuarei com esse assunto nos próximos posts.


Sobre: Elaine Maria Costa é especialista em Administração Industrial, com formação em Desing em Permacultura pelo IPEMA – Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica. Trabalha a mais de seis anos com Clima Organizacional e Sistemas de Gestão para Qualidade, Meio ambiente, Saúde e Segurança. É moradora da cidade de Taboão da Serra – SP e faz compostagem doméstica a mais de três anos.


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Category: Sustentabilidade na prática

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